Após o vice-campeonato no Brasileirão 2004 e da conquista do Paranaense no ano seguinte, o Atlético realizava uma campanha irregular na temporada 2005. No Brasileirão, ocupava a zona do rebaixamento. Na Libertadores, chegou a estar perdendo em casa por quatro a zero para o Independiente Medelin, no último jogo da fase classificatória da Libertadores.
 
Mas quando a crise parecia tomar conta, veio a classificação para as finais da competição internacional. Depois disso, algo aconteceu com a equipe. Talvez o susto tenha motivado os jogadores, que vestiram a camisa do Atlético como nos grandes momentos da história do clube.
   
   
Jogo no México é uma coisa estranha: Raramente tem cobertura das televisões e das rádios, talvez pelo fuso horário e distância. Esse foi um daqueles jogos estranhos, porém inesquecíveis. O estado do Paraná parou para acompanhar a partida. No México, eram mais de sessenta mil torcedores fazendo uma bela festa no estádio Jalisco, palco de grandes jogos do futebol mundial. Cerca de trinta torcedores do Atlético foram à America Central acompanhar a partida.
  
O Chivas Guadalajara foi pra cima, pois precisava de quatro gols para reverter a vantagem obtida pelo Furacão no primeiro jogo. Mas aos 9 minutos, o Atlético deu o primeiro susto com Fabrício, cobrando falta no travessão do goleiro Oswaldo. Começando a se soltar, o Atlético teve outra chance aos 23 minutos, quando Aloísio driblou o goleiro e Lima chutou em cima da marcação. Só que um minuto depois veio o castigo: Bola rolada para Palencia, que bateu contra Diego e abriu o placar. O Atlético se perdeu em campo e os mexicanos pressionaram. A “linha burra” da dupla Danilo e Durval quase proporcionou o segundo gol do Chivas, quando Sol recebeu em posição legal, driblou Diego, rolou para Bravo que bateu no alcance da zaga rubro-negra.
  
 
O segundo tempo teve cara de Atlético. Com a entrada do zagueiro Andre Rocha e o recuo de Cocito para a zaga, o time usou sabiamente os contra-ataques. E aos 22 minutos, Aloísio passou para Marcão, que entrou na área e rolou para Lima bater de primeira e empatar para o Atlético. Explosão em Curitiba. Silêncio no México. Logo depois, Lima tabelou no ataque e perdeu ótima chance de virar o jogo, chutando na rede pelo lado de fora.
 
O time da casa saiu desesperadamente ao ataque, pois precisava de um milagre. Mas o fim das esperanças mexicanas veio dez minutos depois. Lima recebeu a bola na intermediária de ataque, avançou contra o marcador e bateu na saída de Sanchez, para virar o placar para o Furacão. Aos 40 minutos, o insistente Palencia marcou de pênalti e empatou a partida para os mexicanos. Mas já era tarde. Festa rubro-negra no México! Festa no Brasil! Os jogadores foram comemorar com aqueles trinta privilegiados, que presenciaram o Atlético conquistar o vice-campeonato das Américas.
   
 
Foi o melhor momento do atacante Lima com a camisa do Atlético, que também fez o gol do título paranaense de 2005 contra o Coritiba e meses depois marcou na vitória rubro-negra que mandou os verdes para a segunda divisão do nacional. Lima, assim como Dirceu em 1990, entrou para a história do Atlético ferrando os coxas.
 
FICHA TÉCNICA:

CHIVAS GUADALAJARA: Oswaldo Sanchez; Rodríguez, Salcido e García; Rafael Medina, Alfaro (Peralta), Sol, Morales (Vela) e Alberto Medina (Magallón); Palencia e Bravo. Técnico: Benjamin Galindo.
  
ATLÉTICO: Diego; Jancarlos, Danilo, Durval e Marcão; Cocito (Tiago Vieira), Alan Bahia, Fabrício e Fernandinho (André Rocha); Lima (Ticão) e Aloísio. Técnico: Antonio Lopes.
  
LOCAL: Estadio Jalisco, Cidade do Mexico.
  
PÚBLICO: 60.000 pessoas.

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